Que é a Fraternidade Sao Pio X?

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) é uma congregação sacerdotal internacional de vida em comum sem votos, cujo propósito é alentar, apoiar e formar padres santos que possam difundir eficazmente a fé católica em todo o mundo.

Breve história

1969 Sendo um arcebispo “aposentado”, Marcel Lefebvre decidiu empreender a formação sacerdotal de alguns jovens seminaristas desconcertados pela direção tomada pelos seminários depois do Concílio Vaticano II. Dom Lefebvre não se preocupou somente com a instrução desses jovens clérigos, mas fundou também uma fraternidade destinada a promover a vida sacerdotal segundo as sábias normas e costumes da Igreja de outros tempos.
01/11/1970 O bispo de Lausana, Genebra e Friburgo, Dom François Charrière, reconheceu oficialmente a Fraternidade São Pio X, que se tornou assim uma pequena, mas verdadeira, rama alimentada pela seiva de santificação da Igreja.
18/02/1971 O Card. Wright, prefeito da Sagrada Congregação do Clero, escreveu uma carta que louvava a sabedoria dos estatutos da Fraternidade.
10/06/1971 Dom Lefebvre, junto com os professores do Seminário São Pio X de Ecône (Suíça), manifestou sua recusa a adotar o Novus Ordo Missae.
1971-1974 Depois do mencionado decreto do Card. Wright, surgem outros sinais certos da plena aceitação por parte de Roma da Fraternidade São Pio X, como permitir que suas casas fossem erigidas canonicamente em duas dioceses suíças e uma italiana. Durante esss anos, a Conferência Episcopal Francesa manobrou para obter a supressão da Fraternidade e de seu seminário.
01/11/1980 Em seu décimo aniversário, a Fraternidade São Pio X tinha quarenta casas em dois continentes.
01/11/1995 Em seu vigésimo-quinto aniversário, a Fraternidade tinha 4 bispos, 332 sacerdotes, 50 irmãos, 120 irmãs e 53 oblatas, que viviam em 140 casas distribuídas em 27 países. Os membros da congregação sempre tiveram como finalidade comum a própria finalidade do sacerdócio: a glorificação de Deus, a continuação da obra redentora de Nosso Senhor e a salvação das almas, mediante a fidelidade ao testamento de Cristo: o Santo Sacrifício da Missa.

Desde o ano 2000

Impressionada pela Peregrinação a Roma organizada pela FSSPX com ocasião do Ano Jubilar (2000), a Santa Sé convidou a Fraternidade a discutir uma possível regularização.

O Superior Geral da FSSPX, Dom Bernard Fellay, pediu e obteve dois signos de boa vontade por parte de Roma: a liberação da Missa Tradicional Romana (julho 7 de 2007) e o levantamento (anulação) das “excomunhões” dos bispos da Fraternidade (janeiro 29 de 2009).

Em outubro de 2009, a Santa Sé também acedeu à petição de Dom Fellay de formar uma comissão teológica para permitir à FSSPX apresentar sua posição em relação aos erros do Concílio Vaticano II e da Nova Missa.

Depois das reuniões da comissão teológica, o Papa Bento XVI iniciou alguns procedimentos para tentar dar uma solução canônica à situação da FSSPX.  Durante esse tempo, Dom Fellay defendeu continuamente a posição inflexível de Dom Lefebvre sobre os erros modernistas do Concílio Vaticano II.  Baseado neste princípio de fé, Dom Fellay se recusou a assinar uma Declaração Doutrinal imperfeita (com erros) que a Santa Sé lhe apresentou em junho de 2012.

Desde a eleição do Papa Francisco em março de 2013, a Santa Sé não se comprometeu a realizar nenhuma discussão doutrinal com a FSSPX.

Enquanto isso, as estatísticas gerais da FSSPX indicam o crescimento contínuo da congregação em todo o mundo.

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