Maria é Rainha

Maio 31, 2022
Fonte: District of Spain and Portugal

Maria, como Mãe do Homem-Deus, Rei do Universo por direito da natureza e por mérito de conquista, é a Rainha Mãe. A dignidade real de Maria recebeu o tributo mais ilustre de homenagem e a mais ampla e convincente justificação teológica das bocas dos Sumo Pontífices.


Leão XIII venerava Maria, com todo o povo cristão, "elevada acima da glória de todos os santos, coroada com estrelas pelo seu divino Filho, sentada ao Seu lado, Rainha e Senhora do Universo". (Encíclica Lucunda Semper, 8 de Setembro de 1894). Depois, indagando sobre a sua vida, os títulos e os méritos de tal soberania universal, que une Mãe e Filho no império espiritual do mundo, o Papa escreveu: "Enquanto ela é escolhida como Mãe, sem hesitar um momento, ela proclama e confessa-se ser a serva do Senhor. E, como ela prometeu santamente, ela santa e prontamente estabelece, a partir deste momento, uma comunidade perpétua de vida com o seu Filho Jesus, seja em alegria ou em lágrimas. Deste modo, ela alcança alturas de glória tais como nenhum Anjo pode alguma vez alcançar, pois ninguém se pode comparar com ela, nem em virtude nem em mérito. Por esta razão a Coroa do Céu pertence-lhe, e, porque ela se tornará a Rainha dos Mártires, a coroa da terra. Assim, na cidade celestial de Deus ela estará sentada no trono, coroada para toda a eternidade, ao lado do seu Filho, porque constantemente, ao longo da sua vida, mas especialmente no Calvário, ela beberá com Ele o cálice transbordante de amargura". (Encíclica Magnae Dei Matris, 8 de Setembro de 1892).


Pio XII não é menos generoso no seu louvor à Senhora celestial quando afirma: "Jesus é Rei dos séculos, por natureza e por conquista; por Ele, subordinado a Ele, Maria é Rainha, por graça, por parentesco divino, por conquista, por eleição singular. O seu reino é tão vasto como o reino do seu Filho Deus, pois nada está excluído do seu domínio. Por isso, a Igreja saúda Maria como Senhora e Rainha dos anjos e santos, dos patriarcas e profetas, dos apóstolos e mártires, dos confessores e virgens; pela mesma razão, ela a aclama como Rainha do céu e da terra, gloriosa e muito digna Rainha do universo e convida-nos a invocá-la, dia e noite, no meio dos gemidos e lágrimas em que este exílio tanto abunda: Salve Regina, Mater misericordiae, vita, dulcedo, spes nostra, salve" (Mensagem de rádio de 13 de Maio de 1946).


Esta certeza recebeu um novo selo, quando o Pontífice Romano Pio XII, como digno coroamento do Congresso Mariano Internacional e, pela memória perpétua e mais viva do primeiro centenário da definição da Imaculada Conceição, proclama  na Encíclica Ad Coeli Reginam (11 de Outubro de 1954) a festa litúrgica da realeza de Maria.