Corpus Christi

Junho 18, 2022
Fonte: District of Spain and Portugal

Depois do dogma da Santíssima Trindade, há o dogma da Encarnação de Jesus, que o Espírito Santo nos lembra, fazendo-nos celebrar, juntamente com a Igreja, o Sacramento por excelência que, resumindo toda a vida do Salvador, dá a Deus glória infinita e aplica às almas de todos os tempos os frutos da Redenção.
Foi na Cruz que Jesus nos salvou, e a Eucaristia, instituída na véspera da Paixão de Cristo, permaneceu como seu memorial. O altar é uma extensão do Calvário. Ali, Jesus está no estado de vítima, pois as palavras da dupla consagração manifestam a separação do Corpo e do Sangue, este último fluindo em abundância durante a Paixão, até ao furo do Sagrado Coração pela lança do centurião. É o Cristo imolado que se oferece a si próprio à majestade divina.


Na Missa, o Salvador actua na pessoa do seu ministro, o sacerdote, oferecendo de forma incruenta o único Sacrifício redentor a fim de continuar a distribuir os frutos. A Eucaristia foi instituída sob a forma de alimento, para que nos pudéssemos unir à vítima do Calvário: "Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna" (Jo 6,54).


A Santa Hóstia é "o trigo que alimenta as nossas almas", como diz a Sagrada Liturgia. E tal como Cristo, morto e ressuscitado, recebeu a vida eterna do Pai, também os cristãos participam nesta vida eterna unindo-se a Jesus através deste augusto sacramento. A posse antecipada da vida divina na terra através da Eucaristia é a garantia e o início daquilo que iremos desfrutar plenamente no céu: "O mesmo pão dos anjos que agora comemos sob os véus sagrados, diz o Concílio de Trento, comeremos no céu sem mais véus".


A Missa é o cume do culto da Igreja. A Santa Missa é o acto mais perfeito da religião, e a comunhão é o meio estabelecido por Nosso Senhor para participar plenamente na Sua acção salvífica. Que a nossa devoção ao Corpo e Sangue do Salvador obtenha para nós os frutos da Redenção que Ele obteve para nós na Cruz.