Vivemos a Paixão do Corpo Místico de Cristo

Abril 09, 2019
Fonte: District of Spain and Portugal

Com São Paulo, sabemos que a Igreja, Corpo Místico de Cristo, deve «completar o que faz falta à Paixão de Cristo». Assim, a Igreja foi sempre, é, e será sempre, perseguida. Mas, «nestes tempos que são os últimos», parece que a semelhança entre a Paixão de Cristo e a da Igreja acentua-se.

Ora, Nosso Senhor foi perseguido, e finalmente morto na Cruz por três motivos, ligados entre si, e por duas classes de pessoas.

O primeiro motivo foi por ter-se dito «filho de Deus». Ora, se Jesus é mesmo o Filho de Deus encarnado, Ele é por via de consequências a Verdade revelada, segundo motivo, e o Rei da Criação, terceiro motivo.

O mundo acomoda-se bastante fácil de religiões, enquanto alguma não tenha a pretensão de ser a única revelada por Deus, única verdadeira, e por conseguinte, obrigatória para a humanidade toda, individual e socialmente.

A Igreja católica, que é não outra coisa do que «Jesus Cristo difundido e comunicado» (Bossuet), prega Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Verdade e Rei. Como é lógico, é perseguida por isto. Como foi o caso há dois mil anos, os Príncipes civis gritam: «Não queremos que Este reine sobre nós»; e os Príncipes dos sacerdotes estão à procura do meio para evitar a perseguição, seguindo a prudência da carne: «é melhor que um homem só morra pelo povo».

Nisto reside todo o drama do Vaticano II: por medo do Império, os nossos Príncipes dos Sacerdotes modernos entregaram novamente Cristo por 30 moedas de prata, chamadas de liberdade religiosa, ecumenismo, colegialidade, missa nova, rosário novo, direito novo, catecismo novo, nova evangelização, etc.

E a Igreja sofre a sua Paixão, e a Igreja está a morrer... Mas Nosso Senhor, hoje como ontem, diz-nos: «Não temais, pequeno rebanho, eu venci o mundo».